segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Foram só 5...

Acabou a liderança do Real Madrid no campeonato espanhol, os «merengues» deslocaram-se ao Camp Nou para defrontar o Barcelona e sairam de lá envergonhados com uma derrota por 5-0 em mais uma noite de gala catalã, Sérgio Ramos iria estragar o espectáculo com uma entrada feia a Messi e agressão a Puyol e posteriormente ainda a Xavi, uma atitude lamentável por parte do espanhol que demonstrou mau perder não respeitando colegas de profissão e inclusivé de selecção, mas o que fica para a história é o resultado e a maior derrota de sempre na carreira de José Mourinho como treinador de futebol que dita assim a mudança de lider na Liga Espanhola, o Barça isola-se com mais dois pontos que o Real.
Com uma entrada bastante forte no jogo, os «blaugrana» viam-se a vencer por 2-0 com 20 minutos de jogo decorridos com Xavi e Pedro a concretizarem o brilhantismo das jogadas da equipa da casa e, apesar do Real Madrid se puder queixar de um penalty por marcar sobre Ronaldo e consequente expulsão do guardião Valdés, o dominio catalão foi tanto que acabou por não fazer a diferença.
O Barcelona na segunda parte tratou de marcar mais três golos e fazerem-se ouvir os «olés» perante um rival de cabeça perdida que não soube travar as estrelas quase todas elas da «cantera» catalã que brindaram os seus adeptos com mais uma exibição categórica.
A falta de desportivismo do Real Madrid foi evidenciada nos instantes finais já com uma goleada consumada, a equipa madrilena apenas travava o adversário em faltas duras e o "caldo" entornou quando já perto dos descontos Sergio Ramos faz uma entrada durissima sobre Messi e aí a confusão instalou-se acabando o lateral direito de Madrid por agredir o capitão do Barcelona Puyol e já depois de expulso ainda "empurrou" a cara de Xavi, o vermelho foi directo e com esta atitude poderá levar a 2 ou 3 jogos de suspensão.
Os golos da segunda foram obetidos por David Villa que bisou e por Jeffren já em cima do minuto 90, dando assim contornos de goleada ao tão esperado clássico por milhões de adeptos de futebol.

Liga ZON Sagres: Análise da jornada 12

A MENSAGEM DE ORDEM

O Sporting assustou o FC Porto. Entrou determinado, encostou o dedo no nariz do líder, reprimiu-o, tirou-lhe espaço para se inspirar e rematou, uma e outra vez, até ter sucesso. Teve-o merecidamente por porfiar, por trabalhar, por se dedicar. Mas o dragão soltou-se empatou. Levou a igualdade até ao fim. Sabe melhor ao FC Porto: viu o Benfica aproximar-se, reduzindo a diferença para oito pontos no regresso de Óscar Tacuara Cardozo, é verdade, mas manteve a invencibilidade, prossegue a sua caminhada, embora agora abalada sobretudo pela forma como foi manietado durante a primeira parte e, de novo, com André Villas Boas expulso, mas continua a ver o Sporting bem atrás, a treze longos pontos, afastado do topo. Valeu a pena, leão, para o futuro?

Tudo vale a pena se a alma não é pequena. O Sporting deixou os complexos, a distância assombrosa para o cimo, desligou-se das intermitências, confiou em si, acreditou nas capacidades de superação e atirou-se ao dragão. Não se intimidou com o líder, com o estatuto de uma equipa invicta e que desfila, foi briosa, entrou com força, assustou, criou oportunidades, impediu o FC Porto de jogar, levou os portistas aos piores minutos desta época - sem meios de construção, sem espaço e sem o dinamismo empreendedor O leão rugiu, surpreendeu e impôs-se. O golo de Jaime Valdés, se bem que irregular, coroou o domínio. A alma do Sporting foi decisiva. O FC Porto reagiu. Sentiu-se atacado, incapaz, à espera de um grito para se soltar. Chegou melhor do intervalo, equilibrou, teve oportunidades, empatou e ficou por cima. Até à expulsão, ingénua e forçada, de Maicon. O jogo acabou aí. Com um sabor diferente para ambos.

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Óscar Cardozo é um mal-amado dos adeptos benfiquistas. Marca golos, foi o artilheiro no ano passado e fundamental na conquista do título, sim, mas mesmo assim, apesar dos mais de trinta golos, não convence o público. Porque é lento, tem pouca mobilidade, não consegue construir e desperdiça. Mas emerge nos momentos-chave, decide como nenhum outro, impõe o físico e marca. Tacuara esteve ausente desde a derrota frente ao Schalke 04, por lesão. Regressou em Aveiro. Noventa minutos em campo, dois golos, um de grande penalidade e o outro de se lhe tirar o chapéu, além de uma assistência para Saviola, no ar de graça da dupla, para uma vitória preciosa do Benfica: exibição cheia, marcante e fulcral do paraguaio. O campeão ganhou bem ao Beira-Mar, que mereceu reduzir a desvantagem em cima do final, encurtou a distância para o FC Porto e voltou a sorrir. Há fé.

Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor. O Sp.Braga, nesta temporada, tem sofrido. Paga, no fundo, o preço pela última época: foi segundo, chegou mais alto do que nunca, elevou a fasquia, fez com que a responsabilidade aumentasse e habilitou-se a entrar na mais importante prova europeia de clubes. Na última terça-feira venceu o Arsenal, um colosso, na sua terceira vitória consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões. Ora isso tem, ainda para mais num clube como o Sp.Braga, que não tem as características de um grande, as suas consequências. Daí a importância da partida com o Nacional. O jogo foi amorfo, lento e pouco interessante, mas a equipa bracarense venceu, cumpriu o seu objectivo, marcando por Lima numa grande penalidade ganha por Matheus e, já sobre o final, através de Paulo César. Saltou, por isso, para o sexto lugar. Mesmo assim, são quinze pontos que afastam o FC Porto.

O Vitória de Guimarães perdeu, depois da derrota ante o Marítimo, num jogo muito criticado pelos vimaranses devido à péssima arbitragem de Carlos Xistra, o contacto com o Benfica, deixando o segundo lugar e sentindo os perseguidores, liderados pelo Sporting, aproximarem-se. A Académica - venceu, em Setúbal, o Vitória (1-0) - e a União de Leiria - triunfou, ante o Portimonense, num jogo disputado... em dois dias, após dar a volta em trinta e oito minutos que sobravam para realizar (1-2) - estão, agora, com dezoito pontos, partilhando o quinto lugar, a um da equipa sportinguista. Seguem-se Sp.Braga e Nacional - dezassete. Paços de Ferreira e Rio Ave, com vitórias sobre Olhanense (1-0) e Naval (0-1), respectivamente, ultrapassaram o Vitória de Setúbal. Beneficiando do seu triunfo frente ao Vitória de Guimarães, o Marítimo distanciou-se de Portimonense e Naval, os dois últimos, que estão cada vez mais destacados no fundo.

SC Braga 2-0 CD Nacional

Depois da historica vitoria frente ao Arsenal, o Braga voltava ao campeonato, onde não ganhava à 3 jogos.

No frio da noite de Domingo, viu-se um jogo fraco de ambas as partes. Ninguem tomava conta do jogo, e se houvesse alguem que estivesse mais perigoso, era o Nacional. A unica coisa emotiva foram os cartões no final da primeira parte, que chegou ao fim com o nulo, que espalhava o que se tinha passado.

Na segunda parte o Braga apareceu mais forte e arrancou uma exibição mais sólida. Moisés atirou à trave e mais tarde iria falhar um penalty, duvidoso, mas Lima marcou na recarga. Estava feito o primeiro, o Nacional tentou criar perigo, mas sem efeitos prácticos e perto do final, numa lição de como devem ser os contra-ataques, Paulo César marcou e selou a vitoria bracarense.

No final, um jogo fraco, o Braga ganhou pelo que fez na segunda parte e volta asim aos triunfos, subindo para a 6ªposição.

domingo, 28 de novembro de 2010

Liga Orangina | 9º Jornada | D. Aves 1 x 1 Trofense

Marcadores : (T. Marreco 82'; Moustapha 10')

Aves: Hélder Godinho, Vasco Matos, Tiago Valente, João Pedro, Vítor Vinha, Gonçalo (Lourenço, 46), Júlio César, Luisinho, Pedro Pereira (Tozé Marreco, 66), Éder Diego (Marco Cláudio, 46) e Rabiola.

(Suplentes: Rui Faria, Grosso, Nelson Pedroso, Lourenço, Marco Cláudio, Fary e Tozé Marreco).

Trofense: Alex Alves, João Dias, Pedro Ribeiro, Luís Eduardo, Igor, Tiago, Varela, Nildo (Zé Manel, 90+3), Bahin, Serginho (Licá, 86) e Moustapha (Filipe Gonçalves, 74').

(Suplentes: Janota, Filipe Gonçalves, Reguila, Zé Manel, Nikiema, Ouattara e Licá).

Árbitro: Elmano Santos (Madeira).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Alex Alves (27), Luís Eduardo (37), Éder Diego (42), Igor (44), Pedro Ribeiro (53), João Pedro (54), Tiago Valente (55), Vasco Matos (58), Júlio César (64), Rabiola (73), Nildo (79) e João Dias (83), Tiago (85).

Assistência: cerca de 1000 espectadores.

Sporting 1-1 FC Porto

Sorteio da Taça

Leixões - Pinhalnovense
Vitória - Torreense
Rio Ave- Atlético
Vitória de Setúbal - Sporting
FC Porto - Juventude de Évora
Benfica/SC Braga – Olhanense
Académica – Bomarralense/Louletano/União (pendente de processo)
Cova da Piedade/Gondomar/Varzim/Ribeirão (pendente de processo) - Merelinense

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Liga Orangina:Varzim 2-0 Feirense

O Varzim, moralizado com a vitória obtida na jornada passada no campo do Leixões, entrou forte no jogo e durante os primeiros quinze minutos pouco se viu do Feirense no ataque à baliza de Ricardo. A equipa da casa ia-se acercando da baliza de Paulo Lopes mas sem grandes consequências.
Aos 16 minutos o Feirense poderia ter aberto o marcador depois de André Cunha ter efectuado uma grande jogada pelo lado direito do ataque dos "azuis" e cruzar de forma perigosa mas não apareceu ninguém para finalizar. Em resposta ao lance do Feirense, o Varzim criou perigo na cobrança de um livre directo com a bola a passar muito perto da barra da baliza de Paulo Lopes.
O Varzim era nesta altura do jogo a equipa com sinal mais e a que criava mais jogadas de ataque com relativo perigo. O Feirense, com uma atitude mais defensiva, ia tendo algumas dificuldades para parar os jogadores varzinistas que iam dando muito trabalho à defensiva feirense.
No último minuto da primeira parte o Varzim chegou ao golo por intermédio de Gonçalo Graça que aproveitou da melhor forma um cruzamento de Tiago Carneiro. Este golo veio dar alguma justiça face ao futebol produzido pela equipa de Eduardo Esteves.

No inicio da segunda parte o Feirense deu mostras de querer tomar conta do jogo e virar o resultado a seu favor. Quim Machado tirou Pinheiro e fez entrar para o seu lugar Carlos Fonseca e nos primeiros dez minutos os "azuis" tiveram o seu melhor período no jogo e estiveram mais tempo perto da baliza poveira. Foi sol de pouca dura porque o Varzim manteve a atitude da primeira parte e os comandados de Quim Machado não conseguiam impor o seu futebol.
O segundo golo do Varzim chegou com alguma naturalidade por Tiago Carneiro que aproveitou a má intercepção de Paulo Lopes no cruzamento de Salvador para, num remate acrobático, facturar o segundo para a equipa da casa. O Varzim chegava com alguma justiça ao segundo golo pois já haviam tido oportunidades suficientes para ampliar a vantagem.
O jogo ia decorrendo sempre com os varzinistas por cima no jogo. Os poveiros praticavam um futebol simples e criavam sempre muitas dificuldades aos "azuis". Quim Machado tirou André Fontes e fez entrar Galhano, mais tarde tirou Joel e colocou em campo Ludovic. Com as substituições feitas o Feirense ficou bastante desorganizado e disso se aproveitou o Varzim para controlar o jogo até final.
O Varzim obteve uma vitória justa e merecida pela forma como encarou este jogo. Quanto ao Feirense, terá de rever o que de mal fez neste jogo e rectificar para voltar aos bons resultados rapidamente.

No flash-interview à Sport-TV Marco Cadete disse: "entramos sem atitude, muito senhores do nosso nariz e demos confiança a esta equipa do Varzim, que tem muita qualidade, quando quisemos dar a volta já não tivemos hipótese. Hoje foi muito mau, mesmo muito mau. Temos de analisar o que esteve mal e mudar."
Já Quim Machado assumiu a culpa na derrota e afirmou que o Varzim mereceu a vitória porque quis ganhar o jogo.
Esta foi a segunda derrota consecutiva do Feirense no campeonato depois de ter perdido na última jornada com a Oliveirense por 2-3. Curiosamente, o Feirense já não perdia fora de portas, para a II Liga, desde que defrontou este mesmo Varzim no dia 31 de Janeiro deste ano.
O Feirense defronta o Moreirense no dia 5 de Dezembro no Marcolino de Castro às 11h15. O jogo será transmitido na Sport-TV.
In CD Feirense (Blogue Parceiro)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Champions League: SC Braga 2-0 Arsenal


Pela primeira vez na história do Braga, um colosso europeu pisava o estádio AXA. Era um dia que muitos não acreditariam que fosse verdade, o hino da Champions soava no AXA e com ele Fabregas ou Walcott, algumas das estrelas do Arsenal. Mas a noite era do Arsenal..minhoto. E quem não soubesse diria que era o Arsenal que jogava de vermelho, visto que os equipamentos eram iguais. Isto deve-se ao facto de os equipamentos do Braga terem sido feitos a partir dos do Arsenal e dai o nome de Arsenal do Minho.

O Braga entrou mal, talvez pelo facto de estar a jogar contra as estrelas do Arsenal, mas o Arsenal apesar de ter mais posse, pouco perigo criava. A primeira situação de perigo criada pelo Arsenal foi de livre, muito bem marcado por Fabregas, com uma grande defesa de Felipe. Isto aos 30 minutos. A partir daqui, o Arsenal apareceu mais perigoso, frente a um Braga que ia falhando passes. Felipe salvou o Braga mais uma vez e na jogada a seguir Lima deu o aviso de que o Braga estava vivo. Este lance aumentou a confiança dos Gverreiros do Minho, que começaram a aparecer com mais perigo perto da baliza de Fabianski. Ao intervalo, o nulo era justo, pois o jogo só começou a ter emoção a partir da meia hora.

O Braga apareceu melhor na segunda parte, deixou nos balneário o nervosismo e entrou com a garra e a determinação necesária para vencer os gunners. Começou melhor, tendo oportunidades. Com o desenrolar do jogo, o Arsenal ia tendo mais posse de bola, mas a realidade é que as oportunidades eram poucas, por culpa da grande capacidade defensiva do Braga. Só para se ter uma ideia, o Arsenal fez sete remates à baliza, um com perigo.

Dizem que o melhor fica sempre para o fim e ontem não fugiu à regra. Aos 83 minutos, Elton faz um passe a rasgar a defensiva inglesa, que só pensava no ataque, e Matheus frente ao guarda-redes só teve que fazer as redes balançar. Estava feito o primeiro, estádio pulava de alegria e o Braga vencia o todo-poderoso Arsenal. Mas ainda não tinha acabado a festa. No ultimo suspiro do Arsenal para chegar ao empate, o Braga sai em rapido contra-ataque, Matheus correu quase metade do campo, fintou dois jogadores e colocou, sem qualquer hipótese de defesa, no ângulo da baliza do Arsenal. Bisava assim o camisola 99 e punha um ponto final parágrafo na história do jogo. No final o Super Braga vergava o Arsenal e alimentava o sonho de qualificar-se para a proxima fase. (Mais uma) noite de sonho no AXA, um dia que muitos esperavam que nunca fosse possivel, um candidato à Champions caia perante a força dos Gverreiros do Minho. O Braga apagava assim a má imagem deixada nos Emirates e provava que os adversários têm de estar atentos a que este clube pode fazer.

A qualificação está mais dificil, pois o Shaktar derrotou o Partizan por 3-0. O Braga é obrigado a marcar 4 golos na Ucrania. Dificil mas não impossivel, visto que já não há nada a provar e se o Braga ficar no 3ºlugar, sai de cabeça erguida.

Curiosidade: Sabia que o ecran do Estádio AXA é o maior ecran dos estádios da Liga dos Campeões?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sorteio da fase de grupos da Taça da Liga

Grupo A
FC Porto
Ñacional
Beira-Mar
Gil Vicente

Grupo B
Benfica
Marítimo
Olhanense
Desportivo das Aves

Grupo C
SC Braga
V. Guimarães
Paços de Ferreira
Arouca

Grupo D
Sporting
Naval
Penafiel
Estoril

Cada clube realiza três jogos e o primeiro classificado de cada grupo será qualificado para as meias-finais da competição. As meias-finais já estão sorteadas e caso se apurem Benfica e Sporting defrontam-se nessa fase.

FC Porto sofre mas ultrapassa Moreirense

O FC Porto derrotou o Moreirense em Moreira de Cónegos com um golo de Radamel Falcao, o columbiano garantiu o triunfo e a passagem à fase seguinte já no quarto de hora final do encontro, um jogo pobre por parte dos portistas que com algum sofrimento alcançaram a vitórias, os axedrezados podem queixar-se de um golo mal anulado a Antchouet na primeira parte que daria vantagem à equipa da casa, no entanto foi a equipa de Villas-Boas que levou a melhor e segue em frente para os oitavos de final da taça de Portugal.
O FC Porto que alinhou com 11 perto da equipa base, com Emidio Rafael a render o lesionado Alvaro Pereira, Beto na baliza e Ukra a substituir Varela na ala esquerda ofensiva dos «dragões».
O Moreirense, equipa da Liga Orangina mostrou-se bem organizada e com vontade de discutir o jogo com o líder do campeonato nacional e tentar ser o "tomba-gigantes" desta quarta eliminatória e durante a primeira parte conseguiu travar o fluxo ofensivo dos azuis e brancos e ainda marcar um golo que incorrectamente foi invalidado pela equipa de arbitragem, o erro mais grave do encontro que poderia ter dado vantagem à equipa verde e branca.
No segundo tempo a partida manteve-se equilibrada com ligeiro ascendente para a equipa que tinha a obrigação de ganhar o encontro, o Porto.
E foi após um grande remate de Belluschi que embateu na trave que o Porto chegou ao golo da vitória, Falcao na recarga encostou para o fundo das redes garantido assim a passagem sofrida e sem brilho aos portistas.

domingo, 21 de novembro de 2010

Leixões derrota Espinho

O Leixões Sport Club está nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Hoje, em Espinho, frente ao Sporting local, o triunfo por 2-1 valeu a passagem à quinta ronda, cujo sorteio se realiza na próxima quinta-feira na sede da FPF.
Fábio Espinho, com dois golos, foi o homem do jogo, num dia especial para o médio leixonense, pois ajudou a eliminar a equipa da terra natal, onde jogou antes de se mudar para Matosinhos. Por respeito, Fábio nem festejou os golos marcados.
Num relvado em péssimas condições, o Leixões jogou o suficiente para cumprir a obrigação de ultrapassar o aguerrido adversário da II Divisão, que animou quando reduziu para 1-2, mas sem criar ocasiões para pôr em causa o triunfo da nossa Equipa.
Perante cerca de duas centenas de adeptos matosinhenses – incansáveis no apoio à Equipa evitaram que a claque espinhense se fizesse ouvir – o Leixões entrou na partida a dominar e Dyego (3’) deu o primeiro aviso, obrigando Renato a defender para canto.
Pouco depois, Fábio Espinho mostrou que não estava para brincadeiras e disparou à figura. Foi uma espécie de ensaio para o que aconteceu aos 12’, após um passe de Oliveira – a defesa dos “tigres” não cortou o lance e o n.º 10 leixonense, na cara de Renato, não desperdiçou a oportunidade de abrir o activo.
Sem grandes ocasiões de perigo, o intervalo chegou escassos minutos depois de um lance polémico: na sequência de um canto de Oliveira, Danilo cabeceou, ao segundo poste, para a zona do penálti onde Felipe Melo deu mão de forma clara, mas o árbitro marcou uma falta do n.º 4 do Leixões que ninguém viu!
O segundo tempo arrancou com o Leixões a elevar para 2-0 com um golaço de Fábio Espinho. Centro para a área, corte para a zona da meia lua e Fábio Espinho a aplicar um potente tiro de pé esquerdo que só parou no fundo da baliza.
Pensou-se que tudo estava resolvido mas o Espinho não baixou os braços e partiu em busca de um golo que relançasse a partida. O que viria a acontecer aos 67’, pelo recém-entrado Carlitos, num lance rápido em que a bola foi lançada para as costas da defesa leixonense para o dianteiro espinhense bater Ricardo.
Contra o vento e com um relvado cada vez em pior estado, o Leixões teve então de suportar a reacção do adversário, que passou a sonhar com o prolongamento.
Só que a defesa matosinhense soube anular o futebol directo do adversário e até foi Rui Pedro quem teve nos pés a ocasião mais flagrante (75’). Só que Renato fez bem a mancha e evitou o 1-3.
Triunfo justo da nossa Equipa (já afastou Vila Meã, Mafra e Espinho), que se mantém de pé na prova que já conquistou em 1960/61 e que aguarda agora pelo que ditará o sorteio da próxima quinta-feira.
Mas a 5.ª eliminatória (oitavos-de-final) da chamada festa do futebol apenas se realiza no fim-de-semana de 11 e 12 de Dezembro. Antes disso, há dois jogos importantes para a Liga Orangina (próximo domingo no terreno do Estoril e daqui por duas semanas com o Fátima no Mar).

Fernando Alexandre dá vitória ao Olhanense

O Olhanense garantiu a passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal ao vencer por 1-0 o Nacional da Madeira num encontro entre duas equipas do principal escalão que os algarvios levaram a melhor.
Foi com um golo de grande penalidade por Fernando Alexandre que a formação da casa conquistou a vitória, o mesmo jogador que na conversão de novo penalty podia ter dilatado a vantagem mas Elisson defendeu evitando o avolumar do marcador.
O Nacional passou a acreditar que se seria possivel chegar ao empate quando Adilson, jogador do Olhanense foi expulso ao levar o segundo cartão amarelo por uma hesitação quando iria ser substituido por Djalmir.
A equipa visitante pressionou até ao fim mas, não foi capaz de marcar e levar o jogo para prolongamento e acabou por ficar afastada da Taça de Portugal.

Académica elimina Beira-Mar

A Académica segue em frente na Taça, após vencer, em Aveiro, o Beira-Mar por 2-0. Partida equilibrada, bem jogada (em especial na 1ª parte). Não obstante o Beira-Mar ter tido mais oportunidades de golo... foi a Académica que acabou por marcar já nos minutos finais da partida – Éder 82’ (instantes após Ronny ter obrigado Peiser da grande defesa) e Sougou, aos 89’, em jogada de contra-ataque.

Liga Espanhola:13ª jornada

Ferve em Espanha a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid, esta foi mais uma jornada escaldante na semana de vespera do grande jogo da Liga Espanhola, grande emoção e muitos golos marcam a 13ª jornada do campeonato espanhol, Barça e Real esmagaram os seus adversários, mas são os merengues que partem em vantagem para o clássico.
O Barcelona esmagou por completo o Almeria, na condição de visitante, os «blaugrana» não deram qualquer hipótese e marcaram oito golos sem resposta num autêntico show que fica marcado pelo hat-trick de Lionel Messi que já apontou mais de 100 golos pelos catalães.
Mais uma exibição de gala do Barcelona, a primeira parte foi um completo festival de golos e ao intervalo o marcador já ia nos 0-5, com tentos apontados por Messi (2), Iniesta, Acasiete na própria baliza e Pedro.
No segundo tempo continuou o "banho de bola" e mais três golos chegaram, Bojan bisou e Messi completou o hat-trick na partida sendo a figura desta goleada.
A responder à letra, o Real Madrid também goleou o Atlético Bilbau no Bernabéu por 5-1, Cristiano Ronaldo também não desarma da lideranças na lista de melhores marcadores e à semelhança de Messi, seu principal oponente, também marcou três golos.
A goleada começou a ser montada com um golo de Higuain após excelente passe de Di Maria que isolou o seu compatriota que encostou abrindo o marcador.
A seguir foi a vez de Ronaldo marcar, mais uma excelente assistência, desta feita, por Mesut Ozil depois o português rematou rasteiro para o segundo golo.
Llorente reduziu antes da descida aos balneários e pressinou os madrilenos que voltaram ao ataque e aos golos.
Na segunda parte, o argentino Di Maria conquistou um penalty que Sergio Ramos veio apontar de forma acertada para o 3-1.
Depois apareceu mais um dos livres à Ronaldo, marcado pelo próprio em que a bola faz tal efeito que surpreendeu por completo o guarda-redes do Bilbau que foi incapaz de defender o remate do nº7 merengue.
Para finalizar, mais um penalty a favor da equipa da casa que Cristiano Ronaldo converteu fechando o resultado em 5-1.

O Valência empatou no terreno do Villareal, jogo em que Miguel e Ricardo Costa foram titulares, o primeiro golo foi apontado pelos visitantes através de Aduriz mas Rossi igualou a partida.
Falta uma semana para o grande jogo que vai opôr o Barcelona ao Real Madrid em Camp Nou, um jogo emocionante que ninguém vai querer perder.

sábado, 20 de novembro de 2010

Premier League:14ª jornada

O Manchester United foi o grande vencedor desta 14ª jornada, aproveitou deslizes do Arsenal e Chelsea e não os desperdiçou derrotando o Wigan, já os «gunners» estiveram com vantagem de dois golos mas deixaram-se perder em pleno Emirates perante de um rival londrino, o Tottenham, por outro lado, o Chelsea na deslocação ao St.Andrews Ground foi derrotado pela margem minima diante do Birmingham City ficando agora em igualdade pontual com os «red devills».

A 14ª jornada da Premier League abriu com um derby londrino entre o Arsenal e o Tottenham, os «spurs» já não triunfavam nos Emirates desde 1993 e queriam inverter a tendência, só que o Arsenal tinha em prespectiva o primeiro lugar que estava à distância de 2 pontos e na primeira parte foi esmagador tendo marcado dois golos, por intermédio de Nasri aos 9 e por Chamakh aos 27.
No segundo tempo, o Tottenham teria de reagir e fê-lo, Gareth Bale iniciou uma fantástica recuperação ao apontar o primeiro golo dos visitantes após assistência de Rafael Van der Vaart e empurrou o Arsenal para a defesa.
Ao minuto 67, momento decisivo no jogo, livre para o Tottenham, Fabregas na barreira corta a bola com o braço e correctamente o árbitro aponta para a marca da grande penalidade, o holandês Van der Vaart não falhou, igualando o marcador.
O pior para os arsenalistas ainda estava para vir, a 5 minutos do final da partida após livre, Kaboul cabeçou para o fundo das redes, levando Arsene Wenger ao completo desespero.
O Manchester United recebeu o Wigan em Old Trafford e levou de vencida a equipa azul e branca por 2-0, com o primeiro golo a ser apontado aos 45 minutos por Patrice Evra, o segundo foi marcado por Javier Hernandez que confirmou a vitória para os «red devills» onde alinhou o internacional português Nani.
O Wigan terminou a partida com 9 elementos, Alcaraz e Rodallega viram o cartão vermelho, Wayne Rooney regressou à competição aos 56 minutos de jogo.
O Chelsea deixou fugir uma óptima oportunidade para ganhar vantagem sobre o segundo lugar e perdeu no terreno do Birmingham por 1-0, a segunda derrota consecutiva no campeonato inglês e partilha agora a liderança com o Manchester United.
Paulo Ferreira actuou 65 minutos, Bosingwa jogou os restantes minutos já que entrou para o lugar de Paulo Ferreira precisamente, apenas estes dois portugueses estiveram em campo pelos «blues».
O golo da equipa de Alex McLeish foi apontado por Bowyer ainda na primeira parte, os forasteiros não foram capazes de reagir ao golo sofrido e perderam a partida.

Noutros jogos da jornada, o Bolton goleou (5-1) o Newcastle, o Blackpool derrotou o Wolverhampton por 2-1, o Stoke City visitou e derrotou confortávelmente o West Bromwich por 0-3 e para terminar o dia de hoje, o Liverpool recebe o West Ham.
Amanhã destaque para a visita do Manchester City ao terreno do Fulham em jogo que os «citizens» procurarão manter a quarta posição da tabela, um lugar que dá acesso à Liga dos Campeões.
Chelsea e Manchester United com 28 pontos e Arsenal com 26 estão no pódio da Liga Inglesa ao fim de 14 jogos.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rui Jorge é o novo seleccionador dos sub-21

Com 37 anos, Rui Jorge começa uma nova aventura na sua carreira, vai treinar os sub-21 portugueses, sucedendo então a Oceano Cruz que falhou o objectivo de levar Portugal ao Euro 2011 do escalão.
Rui Jorge começou a sua carreira de treinador em 2006 nos júniores do Belenenses e em 2009 assumiu o cargo do plantel principal da equipa de Belém embora com pouco sucesso.
Como jogador passou pelo Rio Ave, FC Porto, Sporting e Belenenses e é agora o escolhido para levar a selecção de esperanças a bom porto, qualificando-a para o Europeu de 2013.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Inter segue Villas Boas

De acordo com a imprensa italiana, André Villas Boas está na mira do Inter de Milão.

O mau arranque do campeão italiano sob o comando de Rafa Benitez e o treinador espanhol pode sair a qualquer momento. Villas Boas segue como um dos nomes falados, devido à boa época que tem estado a fazer no comando do Porto.

Em Itália, é revelado que já houve contactos com o treinador, ainda que numa fase de exploração, no sentido de ver a disponibilidade e condições que poderiam levar Villas Boas a mudar de clube. O treinador azul e branco é referido entre outros nomes como Leonardo (ex-treinador do Milan) e Luciano Spaletti (Zenit), pelo que não é certa a prioridade dos nerazurri.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jesualdo Ferreira no Panathinaikos(Actualizado)

Jesualdo Ferreira afirmou que o contrato com o Panathinaikos está perto de acontecer. Em entrevista à TVI, o treinador disse já houve contactos: «Ontem [terça-feira] tive uma reunião com o director geral e com o director desportivo, que se deslocaram a Lisboa, onde foi feito o convite formal. Falámos das condições contratuais, da equipa técnica, do clube e dos seus objectivos. Temos coisas para discutir durante estes dois dias. Todas as formalizações serão feitas aqui ou na Grécia, em função do que disser o presidente. Agora a palavra está do lado dele.»

O treinador também já tem estabelecidas as metas: «O objectivo do Panathinaikos é ser campeão. O próximo jogo na Liga dos Campeões é com o Barcelona, na quarta-feira. A equipa tem dois pontos. Está fora da Champions. A Liga Europa também é um cenário difícil, mas é essa a situação... Está com o mesmo número de pontos que o Olympiakos, mas poderá ficar com menos três pontos quando o adversário jogar a partida que tem em atraso.»

«Esta é uma decisão que passa muito por isso [a possibilidade de ser campeão]. Caso contrário não teria aceite o convite.» Disse o técnico.

António Salvador vai-se recandidatar

António Salvador vai recandidatar-se cargo de Presidente do Sporting Clube de Braga, devido ao facto de não haver mais propostas. O lider dos minhotos já tinha manisfestado que gostava de ver mais candidaturas, mas que não ia deixar cair o clube num vazio.
Cumpre-se assim o desejo de todos os bracarenses.

Eis a mensagem oficial de António Salvador:

«Assumo, neste dia, a minha recandidatura à Presidência do SC Braga, cumprindo a promessa feita aos associados na última Assembleia Geral - nunca deixarei o SC Braga cair num vazio directivo, mesmo em prejuízo da minha vida profissional e pessoal.

Faço-o porque, apesar do meu apelo, não surgiu nenhuma candidatura à liderança do nosso clube. Faço-o também porque sinto e vivo o SC Braga de forma apaixonada e porque tenho um enorme respeito pelos seus associados, que são cada vez mais, e que fazem do SC Braga o maior representante da Cidade, da Região e de todo o Concelho. No entanto, não posso deixar de lamentar que neste período eleitoral não tivesse surgido nenhuma alternativa, como igualmente lamento que este acto eleitoral tivesse sido aproveitado para algumas mensagens na comunicação social deturpando a realidade, dando a entender factos que nunca seriam aceites por mim.

Nunca cedi a pressões e não alinho em tentativas de aproveitamento e manobras que nada têm a ver com o sucesso do nosso Clube. Este pouco tempo de ausência da minha decisão deveu-se única e exclusivamente à minha vida profissional e pessoal, e peço desculpa à minha família pela decisão que agora tomo.

Candidato-me a este novo triénio por respeito a todos os associados, especialmente os mais anónimos que vivem o SC Braga de forma apaixonada e desinteressada. A todos agradeço o apoio e a força que me têm dado ao longo destes sete anos e meio. Conto convosco no futuro, como podem contar comigo, para juntos engrandecermos cada vez mais o SC Braga.»

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Liga ZON Sagres: Análise da jornada 11

A NOVA FACETA DO LÍDER

O FC Porto teve, à décima primeira jornada, a pior exibição da época: não foi tão pressionante, nem intenso, nem aguerrido, e, apesar da nova vitória que mantém a dezena de pontos de vantagem, revelou uma nova faceta: mais pragmático, mais preso e menos seguro de si. Venceu, seja como for. É o importante. Continua, por isso, a sua caminhada consistente, livrando-se das barreiras e impede que os rivais se aproximem. O Benfica, depois da derrota no Dragão, respondeu bem: exibição segura, concentrada e quatro golos marcados à Naval. Também o Sporting venceu, embora com sofrimento, depois da surpresa ante o Vitória de Guimarães. Ah, o Vitória: ganhou ao Sp.Braga, bateu o vizinho e continua igual ao Benfica. Tem cartas para dar neste campeonato.

O FC Porto é um líder meritório. Joga bem, domina, sufoca o adversário, impede-o de construir, toma conta da bola, abusa dos toques curtos, progride, cria e aproveita. Sabe vencer e convencer. Tem, por vezes, momentos de menor fulgor, em que a mente se perde, os músculos sentem e as coisas não resultam. O jogo com o Portimonense, por exemplo, foi todo assim: o FC Porto ganhou, é verdade que sim, marcou num belo pontapé de Walter, titular na vaga de Radamel Falcao, reprimiu a equipa algarvia na primeira parte, mas permitiu, no reatamento, que o Portimonense fosse ousado, rondasse a baliza de Helton, inquietasse os adeptos, gerasse ténues assobios e manifestações de descontentamento por entre o público azul. Deixou rolar, jogou em ritmo baixo e procurou não se desgastar em demasia. Assinou, depois da demolição ao Benfica, a pior exibição da época. E só serenou, nos minutos finais, através de Hulk. De novo.

Um, dois, três: nascer de novo. A derrota no Benfica, no Dragão, deixou marcas. Acima de tudo, fez com que o campeão ficasse, à décima jornada, com dez pontos de atraso, seriamente comprometido na defesa do seu título e vendo o FC Porto destacar-se no trono. Mas um jogo assim ataca o ego, fere o orgulho, deixa a honra em jogo. O Benfica, um dos grandes e o actual campeão, teria de se recompor, passar a pressão para os dragões, encurtar a distância, fazer tudo o que está ao seu alcance e, em casa, recuperar a confiança, a postura e os atributos de quem é campeão. Marcou cedo, através de Alan Kardec, foi guiado por Nico Gaitán, sorriu com o bis argentino, tranquilizou-se, empurrou a Naval, cada vez mais afundada no último lugar, e recuperou o caminho das vitórias. Teve, ainda, a cereja no topo do bolo, em cima do final, depois de uma perdida da Naval: golo de Nuno Gomes, grito do capitão e dedicatória para o céu.

O Sporting vive no oito, salta para o oitenta, regressa ao início, oscila e não se afirma. Tem dificuldade em encontrar o meio-termo, em ser regular, em conseguir consistência que lhe permita ascender aos lugares que deseja. O fantasma do jogo com o Vitória de Guimarães, uma vitória tranquila que fugiu por entre os dedos do leão e se transformou numa derrota surpreendente, pairou no início, foi chutado para canto com dois golos marcados, um por Jaime Valdés, de grande penalidade, e o outro por Vukcevic, ambos trabalhados e concluídos, ora pelo chileno, ora pelo montenegrino, mas regressou na segunda parte, logo nos primeiros minutos, quando Miguel Fidalgo, num cabeceamento fortíssimo, reduziu. A Académica ganhou fôlego, acreditou, lançou-se no ataque, forçou o segundo golo, obrigou Rui Patrício a agigantar-se e levou Paulo Sérgio, cauteloso e realista, a aumentar a capacidade defensiva. O leão ganhou. Mas sofreu a bom sofrer.

Um conquistador e um guerreiro. Costas voltadas, intensidade máxima, bandeiras diferente,s vontade de qualquer um deles se afirmar como principal símbolo da região. Vitória de Guimarães e Sp.Braga travam, ano após ano, um duelo renhido, vivo e colorido: na última temporada, o guerreiro chegou mais alto do que nunca e o conquistador, desolado e surpreendido no final, perdeu o acesso à Europa. Agora, como acontece vezes sem conta, estão com os papéis invertidos: o Vitória por cima do Sp.Braga. Em Guimarães, onde o vice-campeão perdeu pela primeira vez na última época, a equipa arsenalista começou melhor, marcou por Alan, embora fruto de ilegalidade, tentou esticar a vantagem, viu-se privado do autor do golo por expulsão, acertada, num mote para os vimaranses. Arrojo, discernimento e querer: dois golos, reviravolta, boa imagem deixada, tal com em Alvalade, pelo conquistador. Apesar da polémica com João Ferreira - deixou uma grande penalidade, favorável ao Sp.Braga, por assinalar.

Depois de um início em falso, errante e penalizador, o Rio Ave, no seguimento da vitória ante o Sp.Braga, venceu, embora com imensa polémica à mistura, o Paços de Ferreira (3-1). A equipa vila-condense deixou o Marítimo (empatou, no derby madeirense, a zero, frente ao Nacional) e o Portimonese (é, depois da derrota ante o FC Porto, penúltimo) para trás. Olhanense e Beira-Mar empataram, no Algarve, a um golo, enquanto o União de Leiria, em casa, bateu o Vitória de Setúbal (1-0). Assim, algarvios, aveirenses e leirienses, todos com quinze pontos, ultrapassaram o Sp.Braga - o vice-campeão é, actualmente, décimo classificado -, apenas com menos dois do que o Nacional, quinto classificado, colocado na última vaga de acesso à Liga Europa. Naval e Marítimo, último e antepenúltimo classificado, com cinco e oito pontos, respectivamente, são as equipas com menos vitórias: em onze jornada, contam apenas com uma.

FC Porto soma e segue

O FC Porto continua sem derrotas em jogos oficiais, desta vez frente ao Portimonense a contar para a 11ª jornada da Liga Zon Sagres, os azuis e brancos derrotaram os «bianconeros» por 2-0, onde a equipa da casa fez o minimos para levar a vitória para casa sem ter feito uma exibição por aí além, o Porto conseguiu cumprir o objectivo de somar mais três pontos e manter a distância sobre os principais opositores.
Sem algumas das principais peças no onze de Villas-Boas o Dragão ao contrário daquilo que aconteceu com o Benfica não impressionou nem mostrou o seu agradável futebol, no entanto e ainda que com alguma dificuldade levou de vencida a formação de Portimão com golos de Walter e de Hulk já nos descontos.
Walter que aproveitou a lesão de Falcao para se impôr no ataque do lider do campeonato e aos 28 minutos conseguiu corresponder da melhor forma à chamada à titularidade com um belissimo chapéu a Ventura que viu a bola entrar no fundo das redes.
O resultado até podia ter sido dilatado mas, Ricardo Pessoa evitou o segundo golo em cima da linha da baliza após cabeçada de Otamendi, defesa argentino que também aproveitou a ausência de Maicon para marcar presença no onze inicial.
Ao intervalo, o FC Porto gozava uma vantagem de um golo de diferença, o que obrigava a equipa visitante a uma forte atitude em busca de um empate no estádio do Dragão, o que esteve perto de acontecer já no segundo tempo após um livre de Ivanildo a bola embateu na trave e por pouco o jogo não ficou empatado.
Mas já nos descontos, o FC Porto veio colocar um ponto final na partida, Cristian Rodriguez caiu na grande área e o árbitro assinalou penalty que Hulk converteu fechando o resultado em 2-0, numa exibição menos conseguida mas igualmente importante a tantas outras que os «dragões» já conseguiram esta temporada, que os coloca na liderança com 10 pontos de vantagem sobre o Guimarães e o Benfica e com mais 13 que o Sporting.

Liga Orangina:Leixões 3-4 Varzim

Jogo impróprio para cardíacos e triste para todos os leixonenses que foram ao Mar apoiar a equipa orientada por Augusto Inácio. Frente-a-frente um derby entre Leixões e Varzim antevia-se um grande jogo de futebol e foi isso que se viu. Maior pendor do Varzim durante todo o encontro com a equipa leixonense a correr sempre atrás do prejuízo. Os alvi-negros entraram bem no jogo e isso viu-se logo aos 6 minutos com Rafael a marcar o seu primeiro de dois golos no encontro uma vez que o outro viria a surgir aos 38 ainda na primeira parte. Dyego Sousa viria a reduzir a desvantagem no final da primeira parte…
A segunda parte veio com uma substituição no Leixões. Saiu Ruben para entrar Feliciano e o Leixões começou a entrar mais em jogo mas tinha uma desvantagem: o resultado desfavorável até aí. O Leixões corria atrás do prejuízo e o Varzim voltou a aumentar a vantagem aos 70 minutos. 3-1 era o resultado que estava na altura.
A entrada de Feliciano em jogo fez com que a frente de ataque se animasse e foi precisamente na sequencia de um lance contra Feliciano que o Leixões beneficiou de uma grande penalidade. Falhou na quarta-feira mas hoje chamado a converter Laranjeiro não falha e leva o público leixonense a acreditar novamente. O Leixões procurava reduzir a desvantagem e Éder na sequência de um canto aos 90+3 coloca o Mar em euforia pela conquista do empate! Mas se pensa que o jogo termina aqui está enganado porque dois minutos depois (aos 90’+5) eis que na sequência de um canto Pedro Santos do Varzim novamente a fazer a festa para a equipa varzinista.
Leixões perde o encontro diante do até aí último classificado da prova num jogo em que os alvi negros saíram a sorrir do Mar ao contrário dos leixonenses.

Beira-Mar empata em Olhão

O Beira-Mar até entrou bem no jogo mas o Olhanense marcou na 1ª situação de golo que dispôs. Desatenção forasteira permite combinação entre Paulo Sérgio e Adilson, o avançado perante Rui Rego marcou o 1.º golo da tarde, aos 10'.
O Beira-Mar sentiu o golo e só reagiu através de Artur (21’) e em contra-ataque, aos 40’, com superioridade numérica mas Ronny rematou sem perigo.
Vendo que as coisas não corriam de feição, Leonardo Jardim deixou nas cabinas João Luiz e fez entrar Wilson Eduardo. Mais tarde... Rui Varela por Rui Sampaio (74') e Rúben Lima no lugar de Tatu (80'). Num jogo com poucas oportunidades... o Beira-Mar raramente rematou com perigo à baliza contrária, na 2ª parte.
Quando já todos lamentávamos a derrota... Renan do meio da rua deu ENORME ALEGRIA aos beiramarenses, empatando a partida, em cima dos 90’!!!
Ponto muito saboroso e tremendamente importante para as aspirações do Beira-Mar na Liga Zon Sagres. Os aveirenses somam 4 pontos na dupla jornada fora, que antecede a recepção ao Benfica. Mas primeiro... seguem-se dois jogos para as Taças. A meio da semana vs Fátima – Taça da Liga e no fim-de-semana » derby regional vs Académica (Taça de Portugal).

sábado, 13 de novembro de 2010

Vitória sofrida do Sporting

O Sporting alcançou uma sofrida mas importante vitória no terreno da Académica de Coimbra, os «leões» voltaram a estar com dois golos de vantagem ao intervalo mas logo a abrir a segunda os «estudantes» marcaram e o fantasma do último jogo apareceu, no entanto o Sporting acabou por alcançar mais uma vitória fora de casa.
Sporting jogava sobre pressão, vinha de uma dura derrota em Alvalade com o Guimarães e só tinha como opção ganhar, a equipa de Paulo Sérgio entrou melhor no jogo e aos 10 minutos Jaime Valdés consegue um penalty após um agarrão de Nuno Coelho, na marcação o chileno não desperdiçou dando vantagem aos visitantes.
Sem brio, o Sporting ia controlando o jogo e à passagem da meia hora, boa jogada de Valdés que entra a Vukcevic que em situação previligiada para a baliza remata sem hipóteses para Peiser aumentando a diferença no marcador para dois golos.
A Académica na primeira parte pouco fez e o Sporting tranquilamente controlava o jogo a seu gosto e assim foi até ao intervalo.
Na segunda parte, o golo de Miguel Fidalgo após canto logo no primeiro minuto do segundo tempo fez tremer os verde e brancos que já na última partida tinham estado com 2 golos de vantagem e teriam agora de sofrer novamente para alcançar a vitória.
A briosa instalou-se no ataque apostada em dar a volta no marcador e foi Rui Patricio quem salvou o Sporting do empate com uma defesa monumental após remate de Miguel Fidalgo.
Continuava por cima a equipa da casa que fazia tremer o «leão» ferido pela derrota anterior e obrigou o técnico Paulo Sérgio a colocar em campo Pedro Mendes que regressava após lesão cumprindo assim os primeiros minutos no campeonato, o sacrificado foi Abel, esta alteração veio dar algum conforto ao meio campo leonino.
E o Sporting acabou por ter uma ou duas situações de perigo em que podia ter garantido a vitória mas Peiser respondeu da melhor forma aos tiros de Valdés e André Santos, Postiga de bicicleta também poderia ter feito melhor.
O tempo passou e o jogo terminou e apesar do sofrimento do Sporting a equipa de Alvalade acaba por levar os três pontos para casa, somando agora 18, igualando o Benfica pontualmente, embora de forma provisória.

V. Guimarães 2-1 SC Braga

Mais um derby do Minho escaldante, entre Guimarães e Sporting de Braga.

Se os jogos têm 90 minutos, este começou muito antes do apito inicial. Pedradas no comboio que levava os adeptos bracarenses, peneus no meio das linhas, cadeiras a voar e petardos, mostram o quanto está acesa a rivalidade.

Mas quanto ao jogo, começou morno, com o Guimarães a ter iniciativa, mas o Braga esteve sempre bem defensivamente, aproveitando o contra-golpe para criar perigo. Com o passar do tempo, o Braga foi equilibrando o jogo, e chegou ao golo por Alan, num lance muito confuso e onde o brasileiro estava fora-de-jogo. Este golo originou um episódio muito triste no banco bracarense, onde José Miguel Cardoso, adjunto de Domingos, leva com um telémovel na cabeça. Cenas desnecessárias neste jogo que devia ser um espéctaculo. O Braga continuou bem defensivamente, e a continuar a apostar no contra-ataque. O Guimarães ia tomando a iniciativa e chegando à baliza de Felipe com algum perigo. Aos 44 minutos, Maranhão, num grande remate, estabeleceu o empate. Já perto do intervalo, Alan é expulso por suposta agressão, um pouco duvidosa, sendo que do lado do Vitória também há uma agressão e o árbitro não faz nada.

Ao intervalo, o empate era justo pelo que ambas as equipas fizeram.

Na segunda parte, e com menos um, o Braga segurou o empate, jogando à defesa, frente a um Vitória que dominava, mas esbarrava na muralha bracarense. Até ao minuto 82, onde Miguel Garçia deitou tudo a perder, num desvio fatal para a própria baliza. O Vitória virava assim o resultado e ganhava o derby minhoto.

No final, uma vitória justa, pois o Vitória esteve por cima do jogo na segunda parte, aproveitando o facto do Braga ter menos um jogador. O árbitro esteve mal, o golo do Braga é em fora de jogo, um jogador do Vitória escapou à expulsão numa agressão notória, já o Alan não pode dizer o mesmo, e ainda há um penalty por marcar a Matheus.

Com esta derrota, o Braga pode descer alguns lugares, mas o objectivo Europa ainda não está perdido.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Convocatória para defrontar a Espanha

No âmbito das celebrações dos 100 anos da 1ªRépublica portuguesa, a selecção nacional de Futebol vai derontar a Espanha, curiosamente um país monárquico.
Para o embate com os campeões do Mundo, Paulo Bento convocou apenas 18 jogadores pelo facto de apenas poder efectuar 6 substituições ao longo da partida, neste que é um jogo de caracter amigável.
Os eleitos são os seguintes:
Guarda-redes: Eduardo e Rui Patrício;
Defesas: Bruno Alves, Fábio Coentrão, João pereira, Pepe, Ricardo Carvalho e Bosingwa;
Médios: Carlos Martins, João Moutinho, Manuel Fernandes, Danny e Raúl Meireles;
Avançados: Cristiano Ronaldo, Hélder Postiga, Hugo Almeida, Nani e Varela

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Académica eliminada pelo Arouca

Académica eliminada da Taça da Liga à custa de uma atitude vergonhosa de menosprezar este jogo. Jorge Costa voltou a repetir o que quase sempre fez na sua curta carreira de treinador e foi eliminado precocemente duma taça frente a uma equipa secundária. Uma Taça que apesar de ser destinada a estarolice, podia dar dinheiro e acesso a uma final em 'casa'.
Deixar de fora 10 titulares na equipa inicial é um acto estúpido.
Mais estúpido é ver que apesar de estar em campo apenas 1 jogador habitual, a equipa depois de ir para o intervalo a ganhar voltou a deixar de jogar na segunda parte. Sobram 2 elementos para responsabilizar por esta atitude: Jorge Costa, ou Orlando, o capitão e único habitual titular que alinhou desde início.
Outra idiotice terá sido não adiar este jogo para a noite. Podia-se pensar que seria para poupar electricidade (mas os holofotes tiveram ligados toda a 2ª parte), ou para dar mais tempo aos jogadores para recuperarem para o jogo de Sábado (mas praticamente nenhum titular jogou). Mesma assim a maioria dos 554 adeptos deram o seu dinheiro por muito mal gasto nas bancadas.
Depois desses 90 minutos miseráveis, foi-se directamente para as grandes penalidades, onde após o Arouca falhar a 1ª, Sougou marcou, Hugo Morais atirou por cima, Bischoff atirou por cima, e só Laionel voltou a marcar... demasiado tarde para evitar a vergonhosa eliminação.
In Academica Sempre (Blogue Parceiro)

Paços elimina Leixões

O Leixões defrontou hoje o Paços de Ferreira em jogo a contar para a 2.ª mão da 2.ª fase. Depois do empate no Mar a 1-1 o Leixões necessitava de vencer o encontro para continuar a percorrer a edição 2010/11 da Bwin Cup. Augusto Inácio operou algumas mudanças fazendo a equipa jogar em 4X2X3X1 e a colocar Larajeiro como defesa direito adiantando em campo Jean Sony. O Leixões começou bem a partida mas a lesão de Tininho ao minuto 3 obrigou Augusto Inácio a mexer em campo fazendo entrar Ruben para o seu lugar. Numa altura em que o jogo estava muito dividido Amond inaugurar o marcador no jogo depois de uma recarga que Ricardo Andrade não conseguiu deter nas suas mãos. Depois do golo do Paços, o Leixões foi atrás do golo que lhe dava o empate a 1 golo e esse surgiu aos 31’ através de Dyego Sousa que se estreou a marcar ao serviço do clube de Matosinhos em jogos oficiais. Um golo fabricado por Rui PedroOs cerca de 20 adeptos do Leixões que acompanharam a equipa até Paços tiveram eco e ouviram-se num estádio que não teve mais de 100 adeptos a assistir ao encontro. Terminava a primeira parte e eram preciso mais golos. Na segunda metade Pedro Santos tirou tinta do poste de Cássio ao mandar uma bomba depois de ter recebido uma bola de Dyego Sousa. Amond na resposta faz com que Ricardo Andrade se tivesse de aplicar a fundo para evitar novo golo. O Paços viu um jogador seu ser expulso o que fez com que o Leixões ficasse em superioridade numérica mas mesmo assim o Paços na cobrança de um livre por Nélson Oliveira conseguiu marcar fazendo abanar o marcador para 2-1. Um resultado que poderia ter sofrido uma mudança para novo empate pois o Leixões beneficiou de uma grande penalidade falhada por Laranjeiro. Augusto Inácio mexeu na equipa fazendo entrar Tiago Cintra para o lugar de Tales e o Leixões voltou a ter nova oportunidade de golo. Ao final de 90 minutos terminou o encontro e o Leixões fica afastado da edição desta época da Taça da Liga.
In Leixões SC (Blogue Parceiro)

Estoril segue em frente na Bwin Cup

O Estoril, eliminou esta quarta-feira da Taça da Liga o Rio Ave, levando a melhor na marcação de grandes penalidades, depois do empate (1-1) que se registou no final do tempo regulamentar. O Estoril foi mais forte na marcação dos penaltis, conseguindo uma vantagem de 4-3. Seguem, assim, em frente nesta 2.ª fase da competição.
A partida valeu essencialmente pelo segundo tempo, já que nos primeiros 45 minutos o futebol apresentado pelas duas equipas foi de fraca qualidade.
Apenas aos 55', o vilacondense Cícero desperdiçou o primeiro do encontro, cabeceando à barra da baliza estorilista. Os visitantes reagiram mais tarde, com Luís Leal, de livre, a levar a bola a embater na barra da baliza de Mário Felgueiras.
Com os dois conjuntos a justificar, nesta fase, o golo, acabou por ser o Estoril a adiantar-se no marcador, aos 84', por intermédio de Tiago Bernardi, após grande penalidade a castigar falta de Wires, que acabou expulso, sobre Clodoaldo.
Em desvantagem, os vilacondenses não baixaram o ritmo e foram premiados com o golo do empate, a um minuto do final, numa jogada construída por João Tomás e finalizada por Braga. O jogo iria então ser resolvido pelos penaltis.
O Estoril foi mais certeiro na marca dos onze metros, transformando em golo quatro remates contra três do Rio Ave. As duas equipas empataram sem golos no jogo da primeira mão, na Amoreira. Pelo Estoril concretizaram as grandes penalidades, Steven Vitória, Jefferson, Clodoaldo e Tiago Bernardini, Anderson Luís foi quem falhou a grande penalidade por parte da equipa do Estoril.
In GD Estoril Praia (Blogue Parceiro)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Liga ZON Sagres: Análise da jornada 10

A TRIPLA VITÓRIA AZUL

O FC Porto é líder. Cada vez mais forte, mais consistente e mais isolado. Abriu um sorriso rasgado, de orelha a orelha, à décima jornada: destroçou o Benfica, bateu forte no rival, marcou como poucas vezes neste tipo de jogos, vergou o campeão a um futebol envolvente, estabeleceu a distância em dez pontos, fortaleceu-se mais um pouco na luta pelo título e, ao mesmo tempo, viu os outros dois possíveis concorrentes, Sporting e Sp.Braga, perderem terreno. O dragão ganhou a triplicar: no Dragão, em Braga e em Alvalade. Está cumprido um terço do campeonato e é cedo, demasiadamente cedo, para se colocar o rótulo de campeão anunciado. Ninguém, no FC Porto, o aceita - nem pode. Mas a máquina azul segue veloz. E é o único que mostra credenciais.

O dragão vai elegante, vestindo smoking, em passo apressado. O FC Porto segue triunfante, seguro e invicto: vitória gorda e inusitada, expressiva como poucas, sobre o Benfica. Diferenças evidentes, gritantes até, entre um dragão guerreiro, conquistador e sedento de glória e uma águia em queda livre, definhando pelo relvado, sem forças para mudar os acontecimentos. O clássico do Dragão fora marcado a vermelho e bem sublinhado como decisivo. Para o Benfica, sobretudo. Mas o campeão nunca apareceu, somou erros, inofensivo e impotente, ante um FC Porto letal, mortífero e oportuno. O dragão ganhou de forma clara. Uma mão-cheia: de golos, de entusiasmo, de vivacidade, de ritmo, de futebol. O Benfica não foi mais do que uma mão-cheia de nada: olha para as quinas de campeão com nostalgia, procura inspiração, tenta crescer. Não consegue. O FC Porto impôs o ritmo, abriu o cofre aos doze minutos e embalou, com Radamel Falcao e Hulk, auxiliados pelo toque de Belluschi, para a excelência de uma goleada. Sem contestação.

O Sporting entrou forte, empurrou o Vitória, levantou primeiro a espada do que a equipa vimaranse, tomou de assalto a fortaleza de Nilson, marcou aos quize, aumentou aos trinta minutos e conseguiu conforto. Mesmo tendo conseguido o segundo golo sem realmente o ter marcado, porque a bola não ultrapassou por completo a linha final, o leão demonstrou a sua exibição mais pujante, tenaz e proveitosa. Fosse mais assertivo e teria, na primeira parte, ganho maior ascendente. O Vitória tremeu, caiu e pareceu morto. O intervalo fez bem: Manuel Machado mudou, a equipa ganhou atitude, continuou a ver o Sporting desperdiçar, sim, mas tornou-se mais coesa. Só que o futebol é irónico, sarcástico, mordaz. Maniche, aos setenta e três minutos, perdeu a razão, pontapeou Rui Miguel e foi expulso: hara-kiri, verdadeira catástrofe, leão desnorteado, Targino na pele de diabo, dois golos em dois minutos e, no final, reviravolta num pontapé de Bruno Teles. Aproveitamento, mérito na viragem e segundo lugar: eis o Vitória.

Um lugar-comum: no futebol nada dura para sempre. Os recordes, diz-se, são feitos para ser quebrados. E as surpresas para acontecer. O Sp.Braga faz da sua casa um muro quase intransponível, mesmo para os grandes, que na última época venceu nas recepções, tendo feito um ano, em Maio, desde a última derrota dos minhotos no seu estádio. Domingos Paciência, por exemplo, nunca havia perdido em casa - era Jorge Jesus o treinador no último desaire, ante o Benfica, já no final do campeonato de 2008/09. O Beira-Mar conseguiu-o: cabeça levantada, ousadia, atrevimento, competência e uma teia por Leonardo Jardim para o sucesso. Os aveirenses chegaram aos três golos, um de Leandro Tatu e dois de Ronny (sim, o da mão em Alvalade!), deixaram o Sp.Braga em tremuras e, com labor e sacrifício, garantiram uma vitória, justa e merecida, que Meyong e Lima, nos últimos minutos, ameaçaram. O Sp.Braga ainda esteve perto do golo, é certo, mas Rui Rego negou-o. E a vitória assenta bem ao Beira-Mar.

FC Porto líder. Vitória de Guimarães, agora, no segundo lugar: igualdade com o Benfica, em dezoito pontos e, como vantagem, melhor diferença de golos e uma vitória sobre o campeão. Segue-se, depois da vitória sobre o Paços de Ferreira (0-1), a primeira sofrida pelos pacenses em casa, o Nacional - com menos dois pontos. A Académica caiu para o quinto ponto depois de, no Algarve, se ter deixado empatar, após ter dominado e conseguido uma vantagem de dois golos, pelo Portimonense (2-2). Os estudantes estão, a par do Sporting, com quinze pontos somados. Aparecem, depois, Sp.Braga, Olhanense (empate, a um, ante a Naval, que é último, com apenas cinco pontos) e Beira-Mar. O Vitória de Setúbal-Rio Ave abriu a jornada: teve emoção, alternância no resultado, três golos para cada e coloca os sadinos com treze pontos - o Rio Ave mantém os sete, em penúltimo. Marítimo (em recuperação - oito pontos) e União de Leiria (com doze) empataram, na Madeira, a um.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Liga Orangina - Fátima 0 x 2 Trofense

CD Fátima: Filipe Leão, Bruno Mestre, Veríssimo, João Pereira, Neto (Rafael Costa, 46), Jorge Neves, Edson Cruz (Moreira, 51), Rui Baião, Yartey, Nuno Sousa (Miguel Neves, 68) e Mauro Bastos.

(Suplentes: Sérgio, Pina, Rafael Costa, Miguel Neves, Varela, Moreira e Evandro Brandão).

Trofense: Alex Alves, João Dias, Pedro Ribeiro, Luís Eduardo, Igor, Tiago, Varela, Moustapha (Zé Manel, 90+2), Sérginho (Licá, 70), Nildo e Bahin (Filipe Gonçalves, 77).

(Suplentes: Janota, Caicó, Filipe Gonçalves, Zé Manel, Licá, Reguila e Ouattara).


Marcadores:
0-1, Moustapha, 44 minutos.
0-2, Varela, 70.

Árbitro: Cosme Machado (Braga).

Ação disciplinar:
Cartão amarelo para Moustapha (24), Serginho (25), Neto (30), Pedro Ribeiro (41 e 76), Alex Alves (56), Varela (70), João Pereira (72), Miguel Neves (74) e Luís Eduardo (93).
Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Pedro Ribeiro (76).


Assistência: Cerca de 600 espetadores.

BELENENSES 1 - FEIRENSE 2

Numa primeira parte equilibrada pertenceram ao Feirense todas as oportunidades de golo. Os "azuis" da Feira controlaram a seu bel-prazer os primeiros 45 minutos e depois de ter falhado algumas boas ocasiões de golo Gonçalo Abreu, no último minuto da primeira parte, na cobrança de um livre sobre a direita, inaugurou o marcador. O extremo cruzou para o poste mais distante e Siaka Bamba faz o movimento para cabecear a bola mas não lhe toca e esta acaba no fundo da baliza de Riça que ainda toca no esférico antes deste se anichar no fundo das redes.

O Feirense entrou para o segundo tempo com a mesma vontade da primeira parte e procurou sempre chegar ao segundo golo e dispôs de algumas excelentes ocasiões para ampliar a vantagem.

José Mota, que se estreou no banco do Belenenses, fez entrar Calé que revolocionou o futebol dos "azuis" do Restelo. A defesa feirense passou a ter mais trabalho e viu o adversário criar algumas ocasiões de golo. Aos 78 minutos o Belenenses chegou à igualdade por intermédio de Freddy que aproveitou bem uma bola perdida na área feirense para atirar com êxito à baliza.

O Feirense não acusou o golo sofrido e manteve a serenidade para continuar a procurar o segundo golo que haveria de chegar aos 97 minutos, por intermédio do inevitável Roberto que cabeceou com êxito para o fundo da baliza do desamparado Riça.



Foi uma vitória importante para o Feirense que, desta forma, alcança novamente o segundo lugar na tabela e recupera os três pontos perdidos na ultima jornada diante do Gil Vicente.


No final da partida Quim Machado considerou a vitória inteiramente justa.

“Na primeira parte, os meus jogadores dominaram completamente o jogo e criaram várias oportunidades de golo”, afirmou.



“Na segunda parte o Belenenses reagiu, mas nós podíamos ter matado o jogo mais cedo. O golo chegou mesmo no fim da partida, mas veio repor justiça no resultado”, concluiu o técnico do Feirense.

http://clubedesportivofeirense.blogspot.com/

SC Braga 2-3 Beira-Mar

Fantástico!!!


O Beira-Mar surpreendeu o Braga e obteve merecida, saborosa e muito importante vitória, a 1ª fora de casa nesta temporada e logo frente a uma das melhores equipas da prova. Com Artur em grande (3 assistências), o Beira-Mar foi igual a si próprio: Excelente atitude, organização colectiva, boa ocupação dos espaços (mesmo com dupla de centrais de recurso) e teve um "plus" relativamente ao início de época: Eficácia no momento da finalização, o que permitiu aos aveirenses chegarem ao 0-3! O Braga ainda reagiu e reduziu a desvantagem... mas a vitória não fugiu ao Beira-Mar!



Leonardo Jardim fez alinhar o onze provável: Rui Rego, P. Moreira, Yohan Hugo, Renan, Djamal, R. Sampaio, Artur, João Luiz, Tatu e Ronny. Os aveirenses alinharam em 4-2-3-1» 4-3-3. Com Tatu sobre a esquerda e Artur na direita.


Os 15 minutos iniciais foram de domínio do Braga, que apresentou 3 novidades: Aníbal (central) ao lado de Rodriguez, Custódio a lateral direito e Hugo Viana no meio-campo.



Paulo César criou o primeiro lance de apuro junto de baliza de Rui Rego. Pouco tempo depois foi a vez de Lima visar a baliza auri-negra. O Beira-Mar demorou 15 minutos a entrar no jogo. Até aqui sentiu muitas dificuldades na construção de jogo... nenhum remate à baliza de Felipe. Mas.. de repente tudo mudou: 17' - 1ª jogada de perigo do Beira-Mar: Renan sobe pelo flanco, cruza, Ronny quase consegue desviar para golo... a bola sobra para Artur que atira por cima. 19' - Ronny lança João Luiz mas Felipe saiu a tempo dos postes e cortou o lance.



O Beira-Mar cresce na partida e chega ao golo num lance de bola parada. Livre marcado por Artur para a cabeça de Leandro Tatu, que de costas... faz o golo inaugural da partida!



O Braga sentiu o golo e deixou de criar perigo. Só que aos 34' - contrariedade para o Beira-Mar. Hugo, lesionado, dá o lugar a Jaime! Dupla de centrais formada por Yohan e Jaime (na ausência de Kanu e Hugo). A partir daqui... o Beira-Mar recuou as linhas e o Braga aproveitou para recomeçar a visar a baliza de Rui Rego: aos 41' Lima em boa posição atirou ao lado.


A vantagem ao intervalo premiava a eficácia dos auri-negros.



2ª parte. Domingos mexe: Entra Matheus para o lugar de Mossoró. Objectivo: dar velocidade e largura à manobra ofensiva arsenalista. No entanto, o Beira-Mar entrou muito bem na 2ª parte e, novamente de bola parada, faz o segundo: Canto de Artur e Ronny salta mais alto do que Elderson e Aníbal e cabeceia para o fundo da baliza!



Surpresa na Pedreira... que não iria ficar por aqui. Aos 69', já com Ruben Lima no lugar de Tatu, em jogada de contra-ataque conduzida por Artur, Ronny amplia a vantagem dos forasteiros para um "score" impensável: 0-3!!!


O Braga não desiste, e mais com o coração do que com a cabeça, reduz a desvantagem: Meyong de penalty faz o 1-3. Falta de Yohan sobre Matheus. Os minhotos continuaram a carregar e conseguiram chegar ao 2-3, num excelente remate de Lima, aos 88'.



Minutos finais de grande sofrimento com Rui Rego a brilhar! O Beira-Mar soube segurar a preciosa vantagem, alcançando, assim, uma fantástica vitória!



Todos os jogadores estiveram em grande nível! Parabéns!!!

Força Beira-Mar!!!

http://maisbeira-mar.blogspot.com/

Naval 1-1 Olhanense

Figueirenses atormentados pelos moinhos de vento



Sensação de déjà vu na Figueira. Há umas semanas, na transição de Victor Zvunka para Rogério Gonçalves, o fiel escudeiro Fernando Mira tentou lutar contra os castelos de vento, diante do Paços de Ferreira, e acabou derrotado pelos próprios fantasmas. Neste domingo, diante do Olhanense, a diferença foi que os navalistas ainda conseguiram levar um ponto. O resto manteve-se, sobretudo as condições atmosféricas.
Mas se uma equipa que não consegue vencer o vento, como baterá os adversários? Deve ser por estas e por outras que os figueirenses não ganham em casa desde 12 de Março e somam cinco jogos consecutivos, Taça de Portugal incluída, sem vencer. Para Rogério Gonçalves fica o primeiro ponto, ao quarto jogo, e uma lanterna cada vez mais vermelha. Já o Olhanense, pode contentar-se com um resultado positivo no terreno de um adversário directo, reforçando a campanha tranquila.
Os algarvios usaram e abusaram do jogo aéreo nos primeiros minutos, matéria em que Rogério Conceição e outras torres navalistas iam dando conta do recado. Mas na primeira vez em que os algarvios preferiram jogar à flor da relva só uma defesa por instinto de Salin salvou os figueirenses do empate, num remate de Paulo Sérgio.
A Naval fez o golo cedo mas adiou o segundo ¿ Hugo Machado e Alex Hauw estiveram tão rematadores quanto perdulários ¿ durante toda a primeira parte não amealhando a margem suficiente para se precaver de uma etapa complementar a jogar contra o vento. A equipa de Rogério Gonçalves coloca-se, assim, a jeito para sofrer nos 45 minutos.
Aliás, a forma como a equipa de Dauto Faquirá começava a adiantar-se no terreno, procurando equilibrar a contenda, embora não da forma mais adequada, deixava antever algo de novo. A questão seria saber como a Naval iria reagir a uma nova realidade, num desafio à capacidade de antecipação de Rogério Gonçalves e à resistência táctica da equipa.


Olhanense empata como era previsível


O prenúncio confirmou-se e, praticamente na primeira tentativa, o Olhanense chegou ao empate num lance confuso, em que os da casa ficaram a reclamar uma eventual irregularidade, mas a verdade é que o jogo tinha definitivamente virado a favor dos algarvios como, de resto, tinha ficado latente nos últimos minutos da primeira parte.
As saídas para o ataque eram agora penosas para os navalistas, devido à força do vento contra, ao contrário do futebol dos forasteiros, que saia quase sempre escorreito. Apesar disso, o Olhanense deu a sensação, a certa altura, de se contentar com o empate, preferindo resguardar-se do adversário em vez de forçar um pouco lá na frente à procura da vitória.
Rogério Gonçalves também hesitava nos sinais dados à equipa, indo da aposta num extremo, João Pedro, para, logo a seguir, meter um médio defensivo. O jogo entrou na recta final em ritmo de parada e resposta, com ambas as equipas a cheirar o golo, se bem que os forasteiros apostavam mais na espera pelo erro do adversário. No final, o empate prevaleceu e, desta forma, também a tradição dos algarvios de não perderem diante dos navalistas, que, para a semana, visitam a luz. Vida dura para Rogério Gonçalves...

http://onavalista.blogspot.com/

domingo, 7 de novembro de 2010

FC Porto dizima Benfica

Sem dó nem piedade, o FC Porto goleou o Benfica por 5-0, noite de gala no Dragão, os portistas têm razões para festejar, à 10ª jornada já levam 10 pontos de avanço sobre o segundo classificado, precisamente a equipa que esta noite foi goleada, o Benfica.
O FC Porto continua invicto na Era Villas-Boas, desde que o jovém técnico assumiu o cargo, os «dragões» nunca foram derrotados em jogos oficiais, e este já o 15º, é portanto uma marca notável.
Sobre o jogo de hoje pouco há a dizer, o FC Porto dizimou o Benfica e não deu qualquer hipótese ao seu grande rival, cedo se viu a superioridade portista, aos 10 minutos já estava em vantagem com um golo de Varela e cedo aumentaram o marcador com um fantástico golo de calcanhar de Falcao que quatro minutos depois, aos 28 iria bisar na partida, e não, não era mentira, o resultado ao intervalo marcava a diferença de 3 golos.
Na segunda parte, o Porto controlou o jogou e aproveitou a expulsão de Luisão após cotovelada sobre Guarin para dominar ainda melhor a partida e o Benfica de cabeça perdida já não sabia o que fazer e Fábio Coentrão ainda agravou mais a situação ao cometer um penalty sobre o Hulk, o "incrivel" não o desperdiçou.
Para terminar a festa azul e branca, Hulk brindou os adeptos com um forte remate de fora de área que terminou nas redes da baliza de Roberto, selando o resultado em 5-0, algo que só pode surpreender quem não viu o jogo, o dominio e a eficácia dos comandados de Villas-Boas foram claros.
Quem pode aproveitar este deslize encarnado é o Sporting se vencer o Guimarães, ou o contrário, o que colocará uma destas equipas em igualdade pontual com o segundo classificado.

Académica cede empate ao Portimonense

Os académicos já vão estando habituados aos "apagões" da equipa quando se encontra a ganhar. É estranho e é desesperante. Sem estas situações esquisitas e que têm de ser mudadas com a máxima urgência, sabe-se lá onde poderíamos estar na tabela classificativa! Mas também temos de ter consciência e pensar que, se no início da época nos dissessem que à 10ª. jornada teríamos 15 pontos conquistados, acharíamos excelente e talvez até um pensamento um pouco exagerado! Miguel Fidalgo marcou o seu 5º. golo na competição, tal como Sougou (esperem, esse foi roubado pelos senhores que se auto-intitulam de árbitros), mostrando que quando se encontra bem fisicamente é um grande ponta de lança. Hugo Morais conseguiu hoje o que falhou por pouco contra os andrades e marcou um belo golo.
Quanto ao treinador dos algarvios, para ser simpático, posso considerá-lo pouco elegante. Na "flash-interview" logo após o final da partida só falou do árbitro e de que a sua equipa tinha sido muito prejudicada! Ele e o árbitro auxiliar que marcou fora de jogo a Sougou (quando o senegalês estava, pelo menos, um metro atrás do penúltimo defensor) certamente estão com problemas de visão. Se no Algarve não houver especialistas de qualidade nessa área, aconselho uma visita a Coimbra para que esses problemas sejam debelados!
In Académica Sempre (Blogue Parceiro)

sábado, 6 de novembro de 2010

Liga Orangina:Moreirense 0-0 Leixões

E...para não variar mais um empate. Como vem sendo hábito e discurso de Augusto Inácio ganhar em casa e empatar fora será (sempre que possivel) o campeonato do nosso clube.
Esta tarde não fugiu à regra e num jogo intenso o Leixões empatou a 0 com o Moreirense.
Jogo muito dividido pelas duas equipas na 1a parte e, na 2a, o Leixões tentou segurar o Moreirense que veio mais desinibido. Ainda assim, na minha opinião, fica um vermelho por mostrar quando Fábio Espinho se isolava, à entrada do meio do campo do Moreirense diga-se, mas é um facto que não havia mais ninguem na sua frente e com um Moreirense reduzido a 10 o jogo poderia ter sido outro.
Referir tambem que a sorte acompanhou o nosso clube quando um centro-remate de Castro é desviado por Danilo para o poste direito da baliza de Ricardo Andrade (que foi considerado um dos melhores em campo, a par de Cauê, pela Rádio Mar)
É mais um pontinho amealhado num estádio sempre dificil, onde o Leixões conseguiu contrariar a equipa da casa que até hoje só somava vitórias no seu terreno.
In Leixões SC (Blogue Parceiro)

Liga Orangina:Estoril 2-0 D.Aves

O Estoril subiu este sábado provisoriamente ao 2.º lugar da Liga Orangina, ao vencer em casa o Aves por 2-0, com golos de Tiago Costa e Nelsinho, em jogo da 7.ª jornada.Apesar do ímpeto inicial, quando conseguiu acercar-se da baliza do Estoril com relativo perigo, o D. Aves foi batido, aos 15’, num cabeceamento do médio Tiago Costa, após um pontapé de canto.Com o técnico Vinicius Eutrópio de regresso ao banco, após castigo, os anfitriões podiam, dois minutos depois, ter dilatado a vantagem, não fosse a boa intervenção do guarda-redes Hélder Godinho, em resposta a um remate acrobático de Paulo Sérgio.O reaparecimento sonolento do Estoril, na segunda parte, contrastava com a postura inconformada, mas desacertada, dos avenses, com Luisinho a tentar, aos 50’ e 87’, visar de longe a baliza do Estoril, sem sucesso.Em contra-ataque, Nelsinho sentenciou, aos 89’, o jogo para os canarinhos, concluindo uma jogada iniciada por João Coimbra e conduzida por Jefferson.Com este triunfo, o Estoril aumentou para seis os jogos consecutivos sem perder e isolou-se provisoriamente no 2.º lugar, com 12 pontos, a apenas 2 do líder Gil Vicente, que recebe no domingo o Sporting da Covilhã.
In GD Estoril-Praia (Blogue Parceiro)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Champions League: Partizan 0-1 SC Braga

Sporting de Braga e Partizan jogavam o futuro na Europa. Aos sérvios a vitória, coisa que o Partizan nunca teve na Champions, era necessária, e aos minhotos, um empate deixava aberta as portas da Liga Europa, mas uma vitória qualificava o Braga para a Liga Europa e permitia alimentar o sonho de passar a fase de grupos.

Com um ambiente fantástico, o Braga entrou bem no jogo, sem acusar a pressão do ambiente e de ter ganhar o jogo. Foi criando oportunidades, mas faltava algo no ultimo terço do terreno, do outro lado, Felipe tinha uma noite calma, e quando era chamado a servir, correspondia da melhor forma. Aos 36 minutos, chegou o golo, de Moisés, de cabeça. O central, que esteve na equipa da Champions na ultima jornada, dava asas ao sonho.

Ao intervalo, a vitória era justa, pois o Braga era a equipa mais perigosa.

Mas a segunda parte foi diferente. O Partizan sabia que tinha de ganhar e por isso começou a pressionar. No Braga veio ao de cima uma coisa que pode vir a acontecer mais vezes, o cansaço começou a ser notório. Mas porque os campeões também se fazem de sofrimento, o Braga soube aguentar até ao fim a pressão sérvia.

No final, vitória do Braga que permite à equipa continuar na Europa. Vitória da equipa que soube aproveitar as suas oportunidades. No outro jogo, o Shaktar ganhou por 2-1 ao Arsenal e complica as contas no grupo, pois o Arsenal ainda não está qualificado.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Primeira parte de luxo dá vitória ao Benfica sobre o Lyon

Á partida para este jogo era esperado um encontro equilibrado, com um resultado também equilibrado, mas após uma primeira parte de luxo do Benfica sentiu-se o desiquilibrio no estádio da Luz e ao intervalo surpreendentemente o Benfica derrotava o Lyon por 3-0, Kardec abriu o marcador na sequência de um canto marcado por Carlos Martins que a par de Fábio Coentrão foi a figura do jogo, o nº17 do Benfica fez quatro assistências nos quatro golos da equipa que jogava em casa.
Fábio Coentrão e Javi Garcia completavam a vantagem de três golos após os primeiros 45 minutos, com uma exibição brilhante o Lyon estava a ser humilhado na Luz.
Na segunda parte, os franceses entraram com outra atitude e apertaram o cerco, mas ainda assim num contra-ataque benfiquista, Carlos Martins isola Coentrão que faz uma espectacular "chapelada" ao guarda-redes gaulês.
Faltavam 15 minutos para o fim da partida, quando o Lyon conseguiu finalmente reduzir a vantagem, Gourcuff na zona da marca da grande penalidade colocou a bola no ângulo, estava feito o 4-1.
Num canto convertido na esquerda, os visitantes voltaram a marcar, desta feita por Gomis e já no fim do tempo de descontos, Roberto precipita-se e sai da baliza até quase fora da área e Lovren de cabeça cabeceou para o fundo da baliza, mas os três já não fugiriam à equipa de Jorge Jesus.
No entanto, o Benfica acabou por sofrer desnecessáriamente já que usufruia de uma vantagem de quatro golos.

Jesualdo Ferreira despedido

Jesualdo Ferreira já não é treinador do Málaga. Adecisão foi tomada depois da derrota em casa com a Real Sociedade. A equipa espanhola está em 18ºlugar e ainda não pontuou em casa.

Jesualdo tinha 3 anos de contrato com o Málaga.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Liga Orangina | 6º Jornada | Trofense 3 x 2 Oliveirense

O Trofense venceu (3-2), a Oliveirense, em jogo renhido a contar para a sexta jornada da Liga de Honra em futebol, disputado na Trofa.

A equipa orientada por Porfírio Amorim – que fez muitas mexidas no “onze” inicial deixando Reguila e Filipe Gonçalves no banco, para a entrada de Bahin e Luís Eduardo – entrou melhor na partida com uma oportunidade de golo logo aos sete minutos: Moustapha rematou para defesa apertada de Bruno Vale.

O marcador acabou por ser inaugurado, sem surpresas, pelo conjunto da casa. Golo, aos 20 minutos, do costa-marfinense Moustapha, após cruzamento de Nildo.

O Trofense continuou a desequilibrar o jogo com tentativas de Bahin (30) e Moustapha (31), mas a equipa de Pedro Miguel também se mostrou mais afoita e, aos 33 minutos, Banjai, na sequência de um canto marcado por Laranjeira, repôs a igualdade.

O conjunto da Trofa entrou na segunda parte praticamente a ganhar. O ex-junior Serginho, aposta do treinador da casa, arrancou pelo meio campo fora, aproveitando a distracção do sector defensivo da Oliveirense, e entregou a Nildo que de remate cruzado fez o seguindo para os locais (46 minutos).

Seguiram-se oportunidades para ambos os lados: Nildo (55) e Yero (58). Mérito para ambos os guardiões que mostraram estar atentos.

Aos 59 minutos, Nildo voltou a estar em evidência com um remate que raspou o poste direito do conjunto de Oliveira de Azeméis.

Com a Oliveirense ainda a tentar reagir à forma determinada com que o Trofense tinha entrado no segundo tempo, Serginho voltou a mostrar trabalho e, pela direita, entregou a bola a Bahin que contornou dois adversários até empurrar para o fundo das redes (53 minutos).

A Oliveirense esteve perto de reduzir a desvantagem, aos 71 minutos, através de uma jogada estudada entre Nuno Lopes e Yero que o avançado senegalês concluiu com um cabeceamento torto por cima da trave da baliza defendida por Alex Alves que, aos 80, susteve em esforço um pontapé livre apontado por Laranjeira.

O segundo golo para os visitantes acabou mesmo por surgir, a dois minutos do fim do tempo regulamentar, relançando a partida. Novo canto de Laranjeira, na direita, para a cabeça de Clemente (88 minutos).

O técnico da Oliveirense deu, imediatamente, instruções para que a equipa pressionasse e o jogo acabou ao revés do que tinha começado com os homens de Pedro Miguel a fazer tudo por tudo para empatar: tentativas de Yero (90) e Clemente (94).

Jogo no Estádio do CD Trofense, na Trofa.


Marcadores: 1-0, Moustapha, 20 minutos, 1-1, Banjai, 33, 2-1, Nildo, 46, 3-1, Bahin, 63, 3-2, Clemente, 88.

Trofense: Alex Alves, João Dias, Luís Eduardo, Pedro Ribeiro, Igor, Tiago, Nildo (Outara, 74), Varela, Serginho (Filipe Gonçalves, 66), Bahin (Reguila, 87) e Moustapha.

(Suplentes: Marco, Filipe Gonçalves, Reguila, Gegé, Nikiema, Outara e Ricardo Nunes).

Oliveirense: Bruno Vale, Bruno Sousa (Clemente, 71), Banjai, Laranjeira, Vítor, Bru, Zé Pedro (Magano, 64), Ricardo Sousa, Nuno Lopes, Pimenta (Carlitos, 54) e Yero.

(Suplentes: João Pinho, Magano, Carlitos, Armando, F. Pacheco, Pedrinho e Clemente).

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre).

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Bahin (15), Yero (15), Laranjeira (54), Ricardo Sousa (54), Alex Alves (90) e Varela (90+4).
(O Noticias da Trofa)

Liga ZON Sagres: Análise da jornada 9

UM LÍDER CAMALEÓNICO

Numa piscina, jogando uma espécie de futebol aquático, com relva encharcada e perigosa, o FC Porto, ultrapassando a Académica, resistiu à pressão do Benfica, manteve a distância para o campeão, alargou o fosso para o Sp.Braga e manteve o nível elevado. Ganhou: foi quem melhor se adaptou, quem mais tentou e quem mais criou. Teve, no final, aquela pontinha de felicidade, a estrelinha, que normalmente guia... os campeões. Na próxima jornada, picante e efervescente, FC Porto e Benfica, rivais e inimigos de tantas guerrilhas, defrontam-se, no Dragão, num jogo que pode revelar-se, desde já, fundamental. Sporting espreita, melhora, consegue aproximar-se dos lugares que ambiciona e pretende encurtar a distância. Tal como o Sp.Braga

Karma chameleon
. Líder invicto, apenas com um tropeção em Guimarães, com sete vitórias e um empate. Passada segura, convicta, triunfante do dragão. Já passara por dificuldades, encontrara barreiras difíceis de ultrapassar, muitas vezes tornara os jogos fáceis, mas nada se assemelhara ao que encontrou, com a Académica, em Coimbra: intempérie, ira dos céus traduzida em chuva incessante, condições mínimas, futebol muito limitado e obrigado a modificar-se. O relvado tornou-se uma piscina, a bola um acessório para colocar o mais longe possível, a técnica deu lugar ao pulmão, à força na batalha, ao músculo. O mais forte venceria: o que fosse mais astuto, errasse menos, conseguisse estar bem perante tais adversidades e tentasse mais ser feliz. Foi o FC Porto: marcou num golaço de Varela, desperdiçou oportunidades para aumentar, até uma grande penalidade de João Moutinho e, no final, teve estrelinha consigo. Camaleão na piscina.

The show must go on. Treze minutos e oportunidades dos dois lados. Jogo morno do Benfica, seguro do Paços de Ferreira, aventuras de ataque, ousadia na casa do campeão. Ataque encarnado. Bola de Luisão para Pablo Aimar. Progressão, cabeça levantada, adversário pelo caminho, outro a seguir, finta de corpo a enganar, num instante passou do meio-campo à linha limite da área, olho em Cássio, posição do guarda-redes conferida e um pontapé, cortado e seco, para o fundo da baliza pacense. Espectáculo, magia pura, classe cintilante. El Mago descomplicou e deixou o Benfica na frente, embora nunca reprimindo a rebelião do Paços de Ferreira, porque o campeão concedeu demasiados espaços e esteve intranquilo, deixando que Roberto fosse chamado a intervir vezes sem conta, e sempre bem, mantendo a esperança pacense viva. Durou até aos sessenta e cinco minutos, quando Kardec marcou o segundo golo.

Patience. Os jogadores precisam de adaptação: conhecimento, entrosamento, percepção. Tem que haver paciência. Jaime Valdés, por exemplo, personifica-o na perfeição: jogou, desapareceu, Paulo Sérgio deu-lhe alguns minutos na equipa do Sporting, o chileno não os soube aproveitar, mas agora, frente à União de Leiria, apareceu em força: dois golos, o segundo num belo pontapé, vitória alcançada, apesar de tremida pelo meio quando Carlão empatou para os leirienses, na quarta vitória consecutiva, contabilizando todas as competições, do leão. A equipa sportinguista dominou o União de Leiria, ferido depois de destroçado no Dragão, criou oportunidades, teve sempre o terceiro golo mais perto do que os leirienses tiveram o do empate, voltou a pecar na finalização, mesmo não tendo acertado nos ferros desta vez, mas está em crescimento. Melhora, tenta, esforça-se por conseguir chegar ao topo. Precisa, também, de paciência. E logo se verá.

Já não há heróis. O Sp.Braga sentiu-o na pele. Viu-se obrigado, a partir dos vinte e sete minutos do jogo com o Rio Ave, a jogar com dez. Moisés tocou em Yazalde, muito ou pouco, a verdade é que tocou mesmo, João Capela assinalou grande penalidade e expulsou o xerife brasileiro. Felipe foi herói: acertou o lado, esticou-se e travou o remate de João Tomás. Foi herói. Só que, apesar da defesa que manteve a baliza bracarense a zero, o Rio Ave iria, antes da meia-hora, ter a vantagem de jogar com mais um elemento. Os dez do Sp.Braga que restaram foram obrigado a ser heróis. E já não os há. Para o vice-campeão, pelo menos, porque o Rio Ave conseguiu, ao fim de um período gigantesco de nove meses em jejum, a sua primeira vitória neste campeonato. Zé Gomes e João Tomás, em dois bons lances, emergiram, soltaram a raiva contida pelos vila-condenses, mostraram que o Rio Ave tem qualidade. O Sp.Braga tombou. Sem heróis.

Eye of tiger. Cabeça levantada, olhos abertos, fixação pelos lugares cimeiros. O Vitória de Guimarães, depois de um desaire, recuperou a força conquistadora, bateu o Portimonense, deixou os algarvios em tremuras e colocou-se no terceiro lugar do campeonato, entre Benfica e Sporting - belo salto do leão -, ultrapassando Académica (derrotada pelo FC Porto), Sp.Braga (vergado pelo Rio Ave) e Olhanense (empatou, a um, com o Marítimo). O Nacional, com a vitória sobre o Vitória de Setúbal, por 1-0, igualou, com treze pontos, a equipa de Olhão. O Beira-Mar, em casa, venceu a Naval, por 3-1, conseguindo ascender ao grupo dos décimos, liderado pelo Paços de Ferreira, fazendo com que a equipa figueirense, com apenas quatro pontos, ficasse no último lugar. O Rio Ave conseguiu, nessa luta, um pequeno balão de oxigénio e o Marítimo, com mais um ponto, fixou-se no antepenúltimo lugar.